Assessoria de imprensa não é publicidade

O jornalista que assessora a comunicação de determinada pessoa, ou empresa, não compra o espaço nos jornais, ele o conquista seguindo algumas premissas.

Primeiro, o assessor de imprensa estuda o histórico, fraquezas, pontos fortes, e a concorrência do cliente para estruturar as ações a serem tomadas. É por intermédio da pesquisa e gestão da informação adquirida que o profissional encontra índices que potencializam o assessorado nos meios de comunicação. Munido das informações, o assessor elabora estratégias que permitem um planejamento de trabalho. Nesta etapa é preciso definir ao veículos que serão contatados, quais editorias serão escolhidas e qual assunto será priorizado na produção de materiais e releases. O formato do release depende muito da mídia escolhida para ser alcançada, podendo ser texto, áudio, vídeo ou agendamento de entrevistas.

Se a entrevista for a opção, preparar e acompanhar o assessorado é um dos papéis centrais do assessor de imprensa. Este é um detalhe crucial para se evitar crises de imagem. Quanto mais instruído estiver o cliente, maior a chance de êxito. Para isso, parte fundamental do processo de assessoria reside no treinamento do cliente, ou um porta voz deste.

A importância do media training para a assessoria de imprensa

Treinar o cliente para uma entrevista vai além de deixá-lo preparado com o assunto na ponta da língua. É preciso que ele saiba controlar as informações que devem e não devem ser transmitidas. Não permitir margens de erros, com equívocos e/ou deslizes, garante a consistência discursiva da proposta e, por conseguinte, o fortalecimento desta. Quanto mais preparado o cliente se torna maior é a possibilidade de os meios de comunicação o considerarem fonte de informações na área que se propõe a comunicar, informar, dominar. Há ocasiões que o próprio assessor faz esse papel.

Reginaldo Osnildo